Fluxo de dados

Exportar dados de campo para CAD/GIS: quando usar DXF, KML, GeoJSON e CSV

Levantar pontos, linhas e polígonos com limpeza é só metade do serviço. A outra metade é garantir que o escritório abra esses dados no lugar certo, com as camadas certas e nas unidades certas.

Pontos-chave em campo

  • DXF é confortável para desenho CAD, mas unidades e sistema de coordenadas do projeto precisam ficar explícitos.
  • KML/KMZ é bom para Google Earth e conferência visual, não como entrega cadastral por si só.
  • GeoJSON é forte para GIS e mapas web; a RFC 7946 usa coordenadas WGS84 longitude/latitude.
  • CSV é limpo para listas de pontos se os nomes de coluna e o EPSG estiverem claros.
  • Abra a exportação de novo antes de entregar. Cinco minutos de conferência evitam uma discussão longa no escritório.

Pense primeiro na entrega

Qual programa vai abrir o arquivo: AutoCAD, NetCAD, QGIS, ArcGIS ou Google Earth? O CAD quer linhas, camadas e metros; o GIS quer geometria, atributos e referência de coordenadas; o Google Earth quer KML em graus WGS84. Uma boa entrega diz qual sistema de coordenadas foi usado, o que cada camada representa e de onde veio a medição.

DXF: a espinha dorsal do CAD

O DXF leva a linha de campo ao desenho de projeto, e códigos de ponto que viajam como bloco ou camada poupam reclassificação no escritório. O detalhe crítico é a unidade: o CAD espera metros, não graus.

  • Nomeie camadas de forma curta e legível: limite_lote, eixo_via, ponto_de_cota.
  • Separe por tipo de medição em vez de misturar tudo em um arquivo.
  • Escreva o código EPSG e a data na nota de entrega.

KML/KMZ: conferência visual

O KML mostra bem o lote, o traçado ou o limite da obra, mas sua ordem é longitude, latitude, altitude: dado projetado exige conversão deliberada para WGS84. É controle visual, não demarcação oficial — a imagem de satélite tem seu próprio deslocamento, e o processo formal segue exigindo engenharia cartográfica habilitada.

GeoJSON: GIS e mapas web

O GeoJSON é o idioma comum de QGIS, mapas web e equipes de dados. O padrão trabalha em longitude/latitude WGS84, então dado projetado precisa de conversão consciente; como carrega atributos, nome, descrição, horário e equipe viajam junto com a geometria.

CSV: lista de pontos

O CSV é forte por ser simples: nome, E, N, Z, descrição, horário, estado da solução e altura de antena reconstroem a caderneta de campo. Só que ele não carrega o sistema de coordenadas sozinho — escreva o EPSG e a unidade no arquivo ou ao lado dele.

O hábito da entrega limpa

Do mesmo projeto no MapLab Survey saem DXF, KML/KMZ, GeoJSON e CSV, cada um para o destinatário certo. Quando os quatro saem juntos, uma nota com EPSG alvo, referência vertical, data e equipe evita confusão. Antes de enviar, reabra o arquivo no seu dispositivo ou no QGIS e confira o sistema de coordenadas e a posição.

Em campo · MapLab Survey

Teste estes passos no seu próprio telefone.

O MapLab Survey faz captura de pontos RTK/GNSS, desenho, cálculo de área e volume e conversão de coordenadas, e exporta para DXF, KML/KMZ, GeoJSON, Shapefile, GeoPackage, NCZ ou CSV. Captura, cálculo e exportação funcionam offline. Correções NTRIP ao vivo e mapas base online exigem conexão.

Perguntas frequentes

Qual formato é melhor para CAD?

DXF costuma ser a escolha prática, principalmente exportado no sistema projetado em metros.

KML basta para cadastro?

Serve para conferência visual, mas não é entrega cadastral oficial sozinho.

Que sistema de coordenadas o GeoJSON usa?

A RFC 7946 usa coordenadas WGS84 longitude/latitude.

Qual o principal risco do CSV?

Perder o contexto do sistema de coordenadas. Inclua sempre EPSG, unidades e definição de colunas.

Referências técnicas

As recomendações de campo deste artigo se apoiam nos padrões técnicos e fontes oficiais listados abaixo.

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