GIS

Uso de camadas em campo: separar medição, referência, fotos e projeto

As camadas são o que transforma um monte de medições num projeto que outra pessoa consegue abrir.

Pontos-chave em campo

  • Separe por tipo de feição, não por dia.
  • Referências importadas ficam em camadas próprias.
  • Nomeie as camadas pensando em quem recebe.
  • Defina a estrutura antes de começar.
  • Nunca misture o medido com o importado.

A camada transforma medição em projeto

Separar as feições por tipo permite mostrar, ocultar, estilizar e exportar cada grupo de forma independente. Um trabalho inteiro capturado numa única camada será separado à mão no escritório. A estrutura de camadas não é enfeite: é o registro profissional do que cada objeto significa.

Um esquema mínimo que funciona

Mesmo num trabalho pequeno esta separação já se paga: no escritório cada feição chega com o seu significado junto e ninguém pergunta quem mediu o quê.

  • divisa de referência importada
  • detalhe medido em campo
  • projeto
  • pontos de controle
  • notas com foto
  • alvos de locação e estacas cravadas

Referência e medição nunca juntas

Se a divisa importada e a cerca que você mediu hoje caem na mesma camada, a diferença entre as duas deixa de ser legível; é assim que uma referência acaba citada como resultado de medição. Mantenha divisas, plantas e levantamentos anteriores em camadas próprias, e registre a diferença em metros quando existir. A determinação oficial da divisa é trabalho de profissional habilitado: o app acelera o lado do campo, não substitui o da assinatura.

Projeto e ponto cravado também se separam

Confundir o ponto de projeto com o ponto cravado enfraquece o relatório de locação. Qual era o alvo, o que foi para o chão e qual a distância entre eles: três perguntas que exigem duas camadas distintas.

Nomeie na língua do trabalho

Escolha nomes que digam algo a quem vai abrir o arquivo — "RTK_controle", "divisa_ref", "campo_cerca", "estaca_cravada" — e não abreviações que só faziam sentido em campo. Ao exportar em KML, DXF, GeoJSON ou CSV esses nomes viajam com os dados, o que facilita o lado do CAD e do GIS.

Decida a estrutura antes de começar

Reestruturar camadas depois de duzentas feições é mais lento do que planejá-las em cinco minutos antes. Escrever a lista de camadas ao criar o projeto é o investimento mais barato do dia.

Em campo · MapLab Survey

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O MapLab Survey faz captura de pontos RTK/GNSS, desenho, cálculo de área e volume e conversão de coordenadas, e exporta para DXF, KML/KMZ, GeoJSON, Shapefile, GeoPackage, NCZ ou CSV. Captura, cálculo e exportação funcionam offline. Correções NTRIP ao vivo e mapas base online exigem conexão.

Perguntas frequentes

Quantas camadas devo criar?

Uma por tipo de feição, não mais.

Por que separar o importado?

Para não confundir referência com medição.

As camadas se mantêm ao exportar?

Sim, em DXF e formatos GIS.

Referências técnicas

As recomendações de campo deste artigo se apoiam nos padrões técnicos e fontes oficiais listados abaixo.

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